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Suspeito 'escutando vozes' e morte enquanto alimentava galinhas: o que se sabe sobre assassinato de freira no Paraná
Freira de 82 anos é morta em pátio de convento, em Ivaí
A morte da freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, é investigada pela Polícia Civil (PC-PR). Ela foi enc...
23/02/2026 10:55
Suspeito 'escutando vozes' e morte enquanto alimentava galinhas: o que se sabe sobre assassinato de freira no Paraná (Foto: Reprodução)
Freira de 82 anos é morta em pátio de convento, em Ivaí
A morte da freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, é investigada pela Polícia Civil (PC-PR). Ela foi encontrada morta no sábado (21) dentro do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná, após a invasão de um homem ao local. O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades.
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Uma das irmãs do convento relatou, em depoimento prestado na delegacia, que a vítima, após o almoço, tinha o hábito de ir até o local onde foi morta para alimentar galinhas.
Veja, abaixo, o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso:
Quem é a vítima
Como aconteceu o crime
Testemunha filmou o suspeito
Prisão do suspeito
O que falta esclarecer
Quem é a vítima
Freira Nadia Gavanski, de 82 anos, foi morta após homem invadir convento, no Paraná
Reprodução
Nadia Gavasnki tinha 82 anos e vivia no convento Irmãs Servas de Maria Imaculada. Ingressou na congregação em 1971, aos 27 anos, e dedicou 55 anos à vida religiosa.
Segundo a freira Deonisia Diadio, a irmã era “humilde, confiante e profundamente mariana” — quando é muito devota à Virgem Maria. Após sofrer um AVC, desenvolveu dificuldade na fala, mas seguia ativa na rotina do convento.
Mais sobre o caso: 'Que seu testemunho nos desperte para a defesa da vida', diz amiga
Como aconteceu o crime
O crime aconteceu por volta das 13h30, depois que o homem pulou o muro do convento. Segundo o delegado Lucas Andraus, ele foi questionado pela freira sobre o que fazia no local e respondeu que estava ali para trabalhar. Ao perceber a desconfiança da vítima, a empurrou.
Em depoimento, o suspeito afirmou que, após empurrá-la, a asfixiou porque ela começar a gritar. Disse, ainda, que havia passado a madrugada usando drogas e álcool e que ouviu vozes mandando matar alguém. Segundo a polícia, ele relatou que entrou no local com intenção de cometer um assassinato, mas negou a intenção de furtar bens no local.
Segundo a polícia, o investigado se afastou do corpo quando percebeu que a vítima estava desacordada.
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Testemunha filmou o suspeito
Irmã Nadia Gavanski tinha 55 anos de dedicação à vida religiosa
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Uma fotógrafa que registrava um evento no convento foi abordada pelo suspeito logo após a morte da freira. Ela contou à polícia que ele apresentava nervosismo, estava com as roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Ele disse à ela que estava trabalhando no local e que encontrou a freira caída.
Desconfiada da versão apresentada por ele, a mulher filmou discretamente a interação pediu ajuda de outras pessoas que estavam no local para acionar a ambulância e a Polícia Militar. Nesse intervalo, o suspeito fugiu do local.
As imagens, que não foram divulgadas pela polícia, ajudaram na identificação do suspeito.
Prisão do suspeito
O homem foi localizado em casa depois do crime. Ao perceber a chegada da polícia, tentou fugir e agrediu os agentes, mas foi contido. Questionado na abordagem, o suspeito admitiu a autoria.
Conforme a polícia, ele foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado, com indícios de qualificadoras como motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de resistência.
O homem tem antecedentes criminais de roubo e furto, segundo a Polícia Civil.
O que falta esclarecer
A polícia ainda precisa esclarecer as circunstâncias detalhadas da invasão e do ataque, incluindo o que motivou o crime e se foi premeditado.
A Polícia Civil continua investigando o caso.
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