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Dez pessoas são presas suspeitas de integrar esquema clandestino de fabricação de anabolizantes que simulava grife europeia, no Paraná

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Dez pessoas são presas suspeitas de integrar esquema clandestino de fabricação de anabolizantes que simulava grife europeia, no Paraná
Dez pessoas são presas suspeitas de integrar esquema clandestino de fabricação de anabolizantes que simulava grife europeia, no Paraná (Foto: Reprodução)

Operação combate produção e venda irregular de anabolizantes Dez pessoas foram presas nesta quarta-feira (15) por serem suspeitas de integrar um esquema de fabricação clandestina de anabolizantes no Paraná. O grupo também é investigado por lavagem de dinheiro. As prisões aconteceram durante a Operação Alquimia, deflagrada pelo Núcleo Regional de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Duas pessoas, apontadas como líderes da organização criminosa, foram presas temporariamente, e outras oito, em flagrante. Também foram apreendidos anabolizantes e uma estufa de maconha. A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, apurou que cinco prisões aconteceram em Maringá, outras três em Londrina, uma em Arapongas e uma em Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná. Uma pessoa continua foragida. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão domiciliar e em estabelecimentos comerciais, além de nove de busca pessoal. Também houve sequestro de veículos de luxo e bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 12 milhões. A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária de Maringá e de aproximadamente 70 policiais, dentre eles integrantes da Tropa de Choque da Polícia Militar. Durante a ação, uma farmácia foi fechada em Maringá, por ser suspeita de vender os anabolizantes clandestinos. Grande quantidade de anabolizante foi apreendida durante operação do Gaeco, no Paraná. MP-PR LEIA TAMBÉM: Amor: Filho deixa cabelo crescer por quatro anos para doar à mãe que está em tratamento contra um câncer ‘Depósito’ de vacas mortas e ‘lago de estrume’: Fiscalização encontra 10 carcaças e aplica R$ 250 mil em multa após denúncia de mau cheiro Crime: Após confessar que matou avó e neta para não ser reconhecido por roubar R$ 100 delas, homem é condenado a 60 anos de prisão Como o esquema funcionava De acordo com o MP, o caso começou a ser investigado em abril de 2025. A apuração apontou que o grupo criminoso atuava há cinco anos, enganando consumidores e inflacionando os preços por meio da criação de uma marca falsa. "O grupo utilizava designers e gráficas para produzir rótulos, bulas e embalagens com aparência de produtos legítimos, simulando origem europeia para conferir um caráter “premium” aos itens", informou o MP. Apuração do MP-PR apontou que o grupo criminoso atuava há cinco anos com a fabricação clandestina de anabolizantes. MP-PR Segundo o promotor Marcelo Gobatto, a investigação apontou que os produtos eram produzidos em Maringá, em laboratórios improvisados e ambientes domésticos, sem condições mínimas de higiene ou controle sanitário. O MP também descobriu que, em um dos locais, os anabolizantes eram feitos em banho-maria em fogão doméstico, e eram usados óleos culinários e de massagem na manipulação de substâncias injetáveis. A organização criminosa mantinha uma rede de distribuição em cidades, como Maringá, Londrina, Arapongas, Cambé e Santo Antônio da Platina. "Os produtos eram destinados a centenas de usuários, principalmente em academias e centros de artes marciais, mas também alcançavam o varejo farmacêutico e clínicas de estética, onde eram aplicados sob a aparência de tratamentos de alta performance, representando risco à saúde pública", explicou o promotor. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.